Altos e Baixos

MÁRIO SANT’ANA

A paisagem da vida cristã é formada de montanhas e vales. Às vezes, vemo-nos em exuberantes picos de alegria e felicidade, mas há situações em que nos sentimos vazios de ânimo, abandonados e isolados.

Pense quando Jesus milagrosamente multiplicou cinco pães e dois pequenos peixes para alimentar uma multidão de cinco mil homens, além de mulheres e crianças!1 Imagine os discípulos a distribuir aquela provisão infindável de alimento! Certamente se sentiam andando nas nuvens.

Mas a passagem seguinte relata que esses mesmos homens se viram sob uma tempestade medonha, a bordo de um barco ameaçado de ser afundado pelas enormes ondas que o açoitavam. Em meio ao temor e desespero de Seus seguidores, Jesus aparece, caminhando sobre a água e lhes diz: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!”2

É interessante que as experiências tenham ocorrido nessa sequência. Que dia! Primeiro, vivenciaram a inefável felicidade de testemunhar de tão perto a provisão abundante do Senhor e Suas bênçãos e, logo em seguida, temeram pela própria vida em uma tempestade tremenda.

Talvez Jesus tenha permitido que assim fosse para que Seus discípulos entendessem que a vida com Ele não seria apenas dias ensolarados e alegrias. Há também tempestades violentas que ameaçam nos afogar com temores e dúvidas e é possível que estivesse tentando prepará-los para tais cenários.

Na verdade, muitas vezes, quando as tempestades da vida nos sobrevêm, quando as ondas de incertezas se erguem contra nós, vemos Jesus ainda mais claramente. Quando tudo em que confiamos se desfaz, nosso barco se enche com água e afunda, clamamos a Ele: “Mestre, perecemos!”, como fizeram aqueles discípulos e, como lhes sucedeu, também O veremos vindo em nossa direção e dEle ouviremos a mesma mensagem: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!”

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Notas de rodapé
  1. Ver Mateus 14:13–21
  2. Mateus 14:27 NVI