Uma Convocação para Mudar o Mundo

DAVID BRANDT BERG

Acreditamos que cada pessoa que atendeu ao chamado de Jesus para seguir Seu exemplo de amor e levar Sua luz aos outros está chamada para lutar pela nossa fé, pela verdade e para que as pessoas sejam libertas da carência, da escravidão, da dor, do mal e do medo.

Ninguém pode ser feliz com fome, subnutrido ou doente. Não há espaço para o sentimento de realização onde as pessoas são oprimidas e exploradas pela tirania, forçadas ao trabalho excessivo e vítimas de abusos cruéis. Ninguém pode encontrar felicidade vivendo sob os tormentos da guerra e constantes conflitos, e com os pesadelos causados pela constante insegurança e temor.

Acreditamos que todos esses males são causados pela falta de amor do homem por Deus e pelo seu semelhante, bem como pela sua desobediência às Suas leis de amor, fé, paz e harmonia, crenças básicas de nossa fé e da de todos os que, de fato, crêem em Deus e no Seu amor.

A nossa guerra não é travada com armas, exércitos e soldados. Não se trata de um conflito entre homens, nações, raças, ricos e pobres, socialismo e capitalismo. Não é uma guerra entre sistemas políticos e econômicos, sociedades, tribos e culturas, religiões e fés. Não é uma batalha pela conquista de bens, territórios, nem fomentada pelo orgulho do homem. Essas guerras mundanas do homem raramente resolvem coisa alguma, nem mesmo os problemas básicos da humanidade. Tipicamente, o que se vê é apenas mais sofrimento, agonia, dor, fome, escravidão, rancor, vingança, conflitos, tortura, privação, destruição, desperdício, miséria e morte! A maioria das guerras egoístas e perversas do homem acaba numa mera troca de senhores e de escravos, num círculo vicioso infindável de males, resultando em um número cada vez menor de ricos e um número maior de pobres, todos infelizes.

A nossa é uma guerra espiritual, travada em  e amor, para conquistar mentes, corações, e para salvar as almas dos homens. Lutamos pela liberdade das mentes, dos corações e dos espíritos dos homens, para que não estejam sujeitos ao mal, e para livrar as suas almas da servidão que lhes causa todo esse sofrimento! Estamos numa guerra entre o bem e o mal, Deus e o Diabo, a bondade e a maldade, o amor e o ódio, a vida e a morte, a alegria e a tristeza. É uma guerra universal, na qual os bons espíritos do Céu e os maus espíritos do Inferno disputam nossas almas e nossos corpos, tanto neste plano quanto no espiritual.

Portanto, devemos não só defender os direitos humanos, mas também travar a guerra espiritual maior, usando as armas muito mais poderosas da fé, do amor e da compaixão, associadas a palavras amáveis e atos de bondade. Temos de libertar os homens do medo, com a fé; do ódio, com o amor; da tristeza, com a alegria; da guerra com a paz; da pobreza, com a abundância; e da morte com a vida eterna!

pena é mais poderosa do que a espada. A nossa é uma guerra de palavras e de idéias para cativar as mentes dos homens com fé e esperança! O nosso desejo é saciar-lhes o coração com amor, paz e alegria a fim de libertar os seus espíritos, bem como praticar atos de amor e bondade que libertem os seus corpos da dor! Precisamos inspirar as pessoas a crer em Deus, no Seu amor e no Seu plano para o maravilhoso futuro do homem no Reino de Deus na Terra, governado pelos justos, no qual não haverá mais angústia, pranto, dor nem morte, apenas luz, saúde, felicidade, paz e abundância para todos. (Apocalipse 21:1-4)

Precisamos ensinar-lhes as amorosas palavras de Deus que dão vida, a Bíblia, para que tenham a vida, o amor e a felicidade que Ele dá, para sempre.

Impérios poderosos cujas conquistas se deram pela espada, surgiram e se desvaneceram, mas Suas palavras amorosas e vivificadoras permanecem e continuam fontes de alegria, paz, amor, vida e esperança para bilhões de pessoas de geração em geração! Alexandre, Ghengis Khan, Napoleão, Hitler e outros apareceram e sumiram, mas as Palavras de Deus vivem eternamente!

Elas ignoram as fronteiras políticas, culturais, étnicas e ideológicas. Tampouco estão limitadas pelo tempo, pelo espaço, pelo homem, pela guerra ou pela força das armas. Elas englobam toda a humanidade e unem mentes, corações e espíritos em fé e amor por Deus e pelo próximo, para o bem de todos. Ao longo dos milênios, Deus tem acumulado bilhões de seguidores e o Seu Reino eterno conquistado o domínio do espírito eterno dos homens, de longe maiores e mais duradouros que os meros impérios materiais conquistados pela espada!

Não podemos forçar as pessoas a serem boas. Não podemos legislar a justiça. “Aquele que é convencido à força, permanece com a mesma opinião.” Devemos influenciar as suas idéias, conquistar seus corações, inspirar o espírito das pessoas e salvar as suas almas, para que escolham, por livre e espontânea vontade, fazer o bem e não o mal!

O mundo não poderá ser mudado sem que antes a mentalidade do homem seja mudada, o que não ocorrerá a menos que se mude primeiro o seu coração; o que nunca acontecerá sem a inspiração do Espírito de Deus, para que não apenas o seu corpo, mas a sua alma seja salva.

Devemos nos empenhar para salvar o homem por completo, não apenas o seu corpo e o meio ambiente. Ele nunca será feliz com um coração angustiado, uma mente atribulada, um espírito deprimido e uma alma perdida. Temos de trabalhar para resgatar o ser humano como um todo, não apenas parte dele. Devemos trabalhar para salvar todo o mundo, não apenas parte dele. Precisamos nos empenhar para salvar as pessoas para a eternidade e não só para estes dias na Terra, algo que somente o poder, a vida, a luz, o amor e as Palavras de Deus podem fazer!

Devemos nos valer de todos os meios disponíveis para dar as Suas Palavras a todos os homens em toda a Terra. Temos de tornar o amor e os planos de Deus para as Suas criaturas visíveis e compreensíveis para todos em todo lugar. Somente dessa forma os corações poderão ser mudados, os espíritos inspirados, as almas salvas e os corpos resgatados, para que assim as pessoas possam se amar umas às outras e viver juntas para sempre!

É preciso que tenhamos uma visão mundial para a salvação de toda a humanidade, não só da nossa própria nação. Não devemos nos limitar às insignificantes dificuldades do momento ou aos problemas desta vida, de um povo, de uma nação, de uma raça, de uma cultura, de uma religião, de um ponto de vista político, ou de um sistema econômico. Se a salvação é para alguém, então deve ser para todos. O mesmo vale para a felicidade: todos devem ser felizes, sem exceção. Devemos dizer a todos, embora nem todos dêem ouvidos, aceitem ou escolham ser salvos. Devemos dar a mensagem de Deus e Sua vida de amor a todos.